Mais segurança para a Baixada e a Região dos Lagos

A Baixada Fluminense e a Região dos Lagos vão ganhar três novos batalhões da Polícia Militar em Nova Iguaçu, Itaguaí e Araruama. A escolha por estas cidades se dá em razão do aumento de empreendimentos urbanos como o Arco Metropolitano e o Comperj, por exemplo. Além, claro, do fato de ajudar na interface entre os batalhões e as delegacias locais.

Na Baixada, Nova Iguaçu – que antes era atendida pelo 20º BPM (de Mesquita) – vai ter um batalhão exclusivo (1º BPM), para atuar na área das 52ª, 53ª e 58ª delegacias de Polícia Civil. Já Itaguaí e também Seropédica terão o policiamento feito pelo 42º BPM, que vai abranger as circunscrições das 48ª e 50ª delegacias.

Na Região dos Lagos, Araruama e Saquarema – assim como os municípios vizinhos de Rio Bonito e Silva Jardim – vão ser atendidas pelo 13º BPM, que corresponde à região das 118ª, 119ª, 120ª e 124ª DPs. Sendo assim, o 25º Batalhão da PM em Cabo Frio ficará somente com os municípios de São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Búzios, Iguaba Grande e Arraial do Cabo.

A melhor distribuição do efetivo da Polícia Militar é, sem dúvidas, um dos mais significativos benefícios para os moradores destas cidades, que ganham com a melhoria na prestação do serviço. A autorização para instalação dos batalhões foi publicada esta semana no Diário Oficial do Estado.

A ocupação das comunidades de Niterói e a segurança dos moradores são necessidades urgentes


A chegada dos 400 policias anunciados pelo secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, para atuar em Niterói é uma resposta positiva às muitas manifestações realizadas pelos moradores em busca de mais segurança para nossa cidade.

Esses homens do Comando de Operações Especiais (COE), entre eles agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq) estão no Complexo do Estado, que compreende os morros do Arroz e Chácara, na região central, e o Morro do Palácio, no Ingá.

A ocupação deve durar até a próxirma semana, quando os policiais devem deixar os morros de Niterói para dar lugar aos agentes do 12º BPM, que vão reger a operação. 70 homens serão enviados e manterão um esquema de escala diversificado, mantendo um mesmo quantitativo em cada comunidade.

Os agentes do COE estão posicionados em uma base instalada no antigo imóvel do Departamento de Policiamento Ostensivo (DPO), no Morro do Estado, e em uma base móvel no Morro do Palácio. Além das ocupações, há outros planos de policiamento já em andamento, como as duplas de policiais circulando nas ruas.

A previsão é que tão logo devem ser instaladas as bases provisórias no antigo local do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE), no Morro do Estado. Já no Palácio, a base será implantada perto do campo de futebol que fica no alto da comunidade.

Em uma das muitas audiências públicas realizadas na Câmara para debater a segurança de Niterói, recebi dos moradores um documento que relatava o aumento de violência em Pendotiba. Logo em seguida entreguei, em mãos, essa relação ao governador Sergio Cabral e pedi providências.

Esse, sem dúvidas, é mais um importante passo para o processo de pacificação do Estado do Rio. Um ganho não só para quem vive nessas comunidades, mas para todos que vivem também no entorno dos morros. Um ganho para Niterói. Uma necessidade urgente.

A inauguração da 81ª DP de Itaipu é um grande ganho para os moradores da Região Oceânica

A inauguração da 81ª DP de Itaipu, agora Delegacia Legal, foi um sucesso! Depois de anos de espera, hoje foi dado um importante passo para o fortalecimento da segurança de Niterói. Quem acompanha minha trajetória sabe o quanto luto por melhores condições na área da segurança em nossa cidade.

Quando fui vereador e presidente da Comissão de Segurança da Câmara Municipal, em 2005, lutei para incluir a 81ª DP no Programa Delegacia Legal. E nas inúmeras reuniões que tive com as autoridades do setor, essa demanda sempre esteve em pauta.

Como secretário de Estado, não foi diferente. Em 2012, estive na Secretaria Regional de Piratininga, onde a 81ª DP estava instalada, provisoriamente, e me coloquei a disposição para ajudar no que fosse possível, principalmente, nesse período em que a unidade contava com uma sede provisória.

A obra na sede atual da 81ª DP e sua transformação em Delegacia Legal é um ganho enorme para os moradores da Região Oceânica que terão um atendimento ágil e eficaz, além uma força a mais no combate à violência em Niterói.

Posso dizer, com orgulho, que a inauguração da 81ª DP é um sonho realizado. Sei que ainda há muito a ser feito pela segurança de Niterói, que carece de mais atenção.Com a chegada do coronel Paulo Henrique e do coronel Pacheco nas chefias do Estado Maior, espero que a Polícia Militar dê um basta aos atos de violência que sofremos. Estamos no caminho certo.

Niterói quer paz

Niterói vive as consequências da violência e as pessoas não se sentem mais seguras. Os índices cada vez maiores de assaltos com reféns, arrastões e roubos de veículos se tornaram rotina na cidade.

Dados recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, mostram que até poucos meses atrás foram registrados nas delegacias de Niterói mais de 60 homicídios dolosos e quase 1.400 casos de roubo a pedestres.

Nos últimos anos foram muitas as trocas de comando no 12º BPM, que deveria ter 1.200 homens e hoje conta com 794. O contingente disponível para estar nas ruas é ainda menor: 654 homens. Na prática, apenas 127 policiais patrulham todo o município. Algo em torno de um policial militar para cada 808 habitantes.

Eu, como morador, fico igualmente preocupado com a situação insustentável que a cidade passa. E desde que a onda de violência começou na cidade, luto por maior atenção e investimentos em segurança pública.

Antes mesmo de ser vereador, já liderava o movimento “Niterói com Segurança” que reivindicava melhorias na segurança da cidade. Já eleito, lutei pela implantação do policiamento comunitário e presidi a Comissão de Segurança por quatro anos.

Como deputado, desde que assumi o mandato, tive diversos encontros com o secretário de Segurança José Mariano Beltrame e cobrei ações para Niterói. Também realizei inúmeros encontros nos bairros da cidade para discutirmos juntos essa questão.

É urgente termos policiamento nas ruas e em pontos estratégicos. Isso requer planejamento. Com a chegada do coronel Paulo Henrique e do coronel Pacheco nas chefias do Estado Maior espero que a Policia Militar dê um basta aos atos de violência que estamos sofrendo.

Ambos possuem uma relação muito estreita com Niterói e, inclusive, já comandaram o 12° BPM. Sabem de perto os problemas da cidade. Estive com eles durante a última semana e estou muito confiante.

A situação da cidade é grave e necessita de medidas urgentes, efetivas e definitivas. A mobilização que vemos nas ruas em sinal de luto e protesto por mais segurança é o pedido da população para algo que seja concreto, uma resposta imediata. A cidade quer soluções.

É preciso pensar juntos na segurança

Hoje acontece uma nova reunião para discutirmos a segurança no Pé Pequeno, às 19h, no Centrinho, com a presença do comandante do 12º BPM, tenente coronel André Luiz Belloni, e outras autoridades.

Esse encontro é importante para aproximar a população da polícia a fim de estabelecer uma parceria em busca do melhor para a cidade.

No breve contato que tive com o governador Sergio Cabral no lançamento do cadastramento biométrico, no fim do mês passado, no Caio Martins, falei sobre a minha preocupação com a questão da segurança em Niterói. Como morador, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa.

Tudo o que conquistamos foi sempre através da mobilização e reivindicação. Foi assim com o policiamento comunitário, uma conquista dos niteroienses na década passada, que surgiu a partir do Movimento Niterói com Segurança, que iniciei aos 21 anos. Quando a população se une para dizer o que precisa, as coisas acontecem de fato.

Encontros como o que vamos ter hoje à noite são formas de promover a interlocução entre o poder público e a população. Sempre acreditei que devemos pensar juntos na segurança, para que os moradores possam dizer o que está faltando e o que pode ser melhorado. A sua participação é muito importante!

O Centrinho fica na Rua Itaguaí, 173, no Pé Pequeno.

Mais segurança com a criação do Centro de Operações de Niterói

Em maio, Niterói recebeu o apoio de policiais do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que atuam aliados no combate à violência na cidade. As cabines de policiamento também foram reativadas e passaram a funcionar como ponto de referência para os moradores.

Desde que a onda de criminalidade na cidade começou, insisti em maior atenção e investimentos em segurança pública. E sei que não chegamos ainda a um ideal de segurança, mas esse é apenas o começo para que Niterói volte a ser uma cidade segura.

Minha proposta, como prefeito, é implantar novas câmeras de segurança nas principais vias e corredores da cidade, ligadas ao Centro de Operações de Niterói, que pretendo criar, a exemplo do que funciona na cidade do Rio de Janeiro, com todo o sistema de monitoramento de câmeras, bases da PM, Guarda Municipal e SAMU, todos trabalhando de forma integrada.

Antes mesmo de entrar para a política eu já promovia o debate sobre o tema. Aos 21 anos, decidi dar início ao Movimento Niterói Com Segurança, que mobilizou a população no fim da década de 90 para cobrar melhorias para a segurança pública em nossa cidade. Uma de nossas importantes vitórias foi trazer o policiamento comunitário para Niterói.

Tudo o que conquistamos foi sempre através da mobilização e reivindicação. Quando a população se une para dizer o que precisa, as coisas acontecem de fato. Por isso, considero importante ouvir de cada cidadão os problemas que precisam ser enfrentados. Como morador de Niterói, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa. A segurança depende de cada um de nós!

Mais uma vez, a violência se sobrepõe à segurança

Violência no Rio de JaneiroAlguns dizem que estava demorando pra acontecer. Talvez por oportunismo, talvez por razão. Mas a verdade é que algumas coisas já apontavam mesmo para a onda de violência que tomou conta da Região Metropolitana nos últimos dias. Os mortos já passam de duas dezenas.

O projeto das UPPs, que agora está sendo amplamente criticado, é de fato muito bom e deve ser defendido. No entanto, não podemos nos esquecer que até o momento ele só foi implantado nas proximidades de instalações olímpicas. Nas áreas onde estão acontecendo as cenas de barbárie não existem nem UPP nem o saudoso Policiamento Comunitário. Na verdade, boa parte delas mal tem policiamento.

Para dar início ao projeto das UPPs, o governo foi aproveitando todos os policiais recém-formados no Estado. Com isso, outras localidades acabaram não recebendo novos efetivos ao longo desse período, tendo seu policiamento prejudicado. Eu defendo que o projeto das UPPs, assim como o Policiamento Comunitário, seja mantido e estendido a todo o Estado. E é claro que para isso dar certo será preciso ter reforços.

A intenção do governo é continuar resolvendo o problema com a formação de novos quadros da PM. Acredito que é mesmo a melhor saída, mas que só será viável se a PM do Rio deixar de ter um dos menores salários do Brasil.

Para evitar situações como essa que estamos vivendo, é fundamental que o projeto vá além do “eixo olímpico carioca”. É preciso que a política de combate à violência esteja presente em todo o Estado. Do contrário, só o que conseguiremos ter são ilhas de tranquilidade falsa – verdadeiros guetos às avessas.