Está chegando a hora

Parece que a política está finalmente se moralizando. E o percurso dessa caminhada se deu com o apoio da população que levou para o Congresso 1,5 milhão de assinaturas para a implementação do projeto Ficha Limpa.

A participação do eleitorado fez valer a pressão ao utilizar a mídia eletrônica junto aos congressistas. Os candidatos ficha suja estão sendo banidos das casas parlamentares. Se ainda não de todo, pois muitos se utilizam de liminares, o caminho está calçado em julgamentos inadiáveis.

É preciso também garantir transparência absoluta no financiamento de campanha, inclusive nas contas pessoais de cada indivíduo que tenha vida pública. Este é mais um passo na direção da democracia que nós sonhamos.

Todos os gastos de campanha deverão ser divulgados on-line. Conta de campanha tem de ser transparente e deve ser divulgada pelo postulante a um cargo público. Qualquer eleitor poderá entrar na conta de campanha do candidato e saber quais foram os recursos depositados, quais foram os gastos e usados de que forma.

O comportamento ético na política nacional finalmente tem seu desfecho. O senador Cristovam Buarque, empenhado nesta moralização, chegou a propor a aplicação da Conta Limpa, que estou seguindo.

É este Brasil que todos nós queremos.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho atualizado semanalmente a minha prestação de contas no meu site.

Analfabetismo: uma herança indesejada

Em nosso país, 14,1 milhões de pessoas ainda são consideradas analfabetas. E engrossam a taxa de analfabetismo principalmente homens e, sobretudo, residentes no Nordeste.

Lá 19,8% da população são de analfabetos. Seguido pelo Norte, com taxa de 10,6%; depois o Centro-Oeste com 8,0%; o Sudeste com 5,7% e o sul com 5,5%.

Na pesquisa apresentada, a população do Norte do país acima de 50 anos apresenta taxa de analfabetismo de 40,1%.

Precisamos acabar com esta situação constrangedora, principalmente entre as pessoas mais velhas.

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) prevê que o analfabetismo no Brasil, em 2015, possa diminuir para 6,7%. No entanto, é nosso papel, como militantes da causa educacional, lutar pela erradicação completa deste mal.

Não há mais tempo a perder. Esta herança do passado precisa ser resolvida urgentemente.

Como candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro permaneço nesta luta.

A taxa de analfabetismo no Brasil (Fonte: Pnad/2009):

Região 2008 2009
Norte 10,7 10,6
Nordeste 19,4 18,7
Centro-Oeste 8,2 8,0
Sudeste 5,8 5,7
Sul 5,5 5,5
TOTAL 10,7 9,7

Educação no Brasil: para onde vamos?

Os números preocupam: 51% da população brasileira, entre 25 e 64 anos, ainda não completaram o ensino médio em 2008. Nos países desenvolvidos da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) o índice é de 29%.

O ensino médio é apontado como condição mínima de formação para se conseguir uma vaga no disputado mercado de trabalho.  O que influencia a estrutura da economia do nosso país que promove emprego para pessoas com mão de obra menos qualificada.

Pesquisa mostra que na população ativa 4,7% dos desempregados ainda não concluíram o ensino secundário e 6,1% são os que concluíram o mesmo nível de ensino.

A OCDE propõe mais investimento em educação em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), apesar de ter aumentado de 3,7% (entre 1994 e 2000) para 5,2% (em 2007). Mas ainda é bem inferior à média de 6,2% nos países desenvolvidos.

Nos ciclos primário e secundário, no Brasil os gastos por aluno é de US$ 1,8 mil, enquanto nos países da OCDE é de US$ 7,6 mil. E, o mais alarmante, o nível de educação da população adulta é de 61% (abaixo do 2º grau), 28% (acima do 2º grau) e 11% (universitário).

O Brasil vem melhorando o percentual destinado à educação. De qualquer forma, para garantir um crescimento econômico, acirrado pela concorrência no mercado de trabalho, é necessário mais investimentos na qualidade da educação.Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

A educação é fundamental para o futuro do país.