Embarcações esquecidas na Baía de Guanabara serão leiloadas

Foi anunciado para o fim deste mês o leilão das embarcações esquecidas na Baía de Guanabara, na entrada do Canal de São Lourenço.

Em 2011, estive presente na operação de início da retirada dessas embarcações. Fizemos o levantamento de todos os barcos, fotografamos, marcamos a localização de cada um e entregamos um relatório sobre a situação para o INEA e a Capitania dos Portos. Fornecemos dados concretos e importantes para a efetivação do processo que ocorre hoje.

Essa análise foi entregue completa com a localização geográfica, fotos e a descrição das embarcações. Ou seja, bastava a ação para a retirada.

As embarcações foram mapeadas e os proprietários notificados, mas, somente 12 foram removidas. Tiveram prioridade as carcaças que estavam em frente o Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), que será reativado quando forem concluídas as obras de dragagem do Canal. Os estaleiros também deram recursos, porque há interesse na melhoria da navegação.

No fim do mês, acontece o leilão para que as 41 carcaças restantes sejam arrematadas e retiradas do mar. O leilão público será em lote único e quem arrematar terá o prazo de até o final do primeiro semestre para retirá-las e ficar com o valor delas.

Essas embarcações formam um conjunto de problemas para Niterói. Elas atrapalham as manobras dos barcos, oferecendo riscos para a navegação, poluem o ambiente e representam um péssimo cartão de visita. A retirada das carcaças é de grande interesse do setor naval, principalmente pela dinamização das atividades do Porto. E também somam um grande ganho para a cidade, na melhoria de sua aparência.

Está em andamento o processo de retirada das embarcações da Baía de Guanabara

Em novembro, o Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), o Instituto estadual do Ambiente e a Capitania dos Portos iniciou a operação de retirada das 57 embarcações abandonadas na Baía de Guanabara, em direção ao Porto de Niterói.

Essas embarcações formam um conjunto de problemas para a região. Elas atrapalham a navegabilidade, poluem o meio ambiente e representam um péssimo cartão de visitas para a cidade. Algumas unidades, inclusive, já se tornaram verdadeiras carcaças.

Em 2011, visitei o local com o objetivo de vistoriar a área onde é preciso realizar a dragagem para garantir o acesso das embarcações ao Centro Integrado de Pesca Artesanal, e observei vários barcos e navios largados, em processo de deterioração. Percebemos logo que não havia como dar segmento ao projeto da dragagem sem antes retirar essa sucata do mar.

Assim, fizemos um levantamento de todos os barcos, fotografamos, marcamos sua localização e entregamos um relatório sobre a situação à Capitania dos Portos. A Capitania, por sua vez, notificou os proprietários para que eles retirassem as embarcações, caso contrário, elas seriam removidas de forma compulsória.

Agora, o processo de retirada das carcaças submersas deve terminar em abril do ano que vem. Nesse período, será aberto processo licitatório para a escolha da empresa que realizará as obras de dragagem do canal, permitindo a navegação em direção ao Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), que não está funcionando já que as embarcações abandonadas impedem os barcos de navegar e atracar em seu cais.

A retirada desse material da Baía de Guanabara será um ganho para a população de Niterói principalmente, para a dinamização das atividades do Porto e, por consequência, sua aparência.

Embarcações no meio do caminho

As embarcações abandonadas na Baía de Guanabara ao longo do Porto de Niterói formam um conjunto de problemas para região. Elas atrapalham a navegabilidade, poluem o meio ambiente e representam um péssimo cartão de visitas para a cidade. Algumas unidades, inclusive, já se tornaram verdadeiras carcaças.

No início do ano, fiz um sobrevoo pelo local, com o objetivo de vistoriar a área onde é preciso realizar uma dragagem para garantir o acesso das embarcações ao Centro Integrado de Pesca Artesanal, e observei vários barcos e navios largados, em processo de deterioração.

Percebemos logo que não há como dar seguimento ao projeto da dragagem sem antes retirar essa sucata do mar. Era um entrave.

Sendo assim, fizemos um levantamento de todos os barcos, fotografamos, marcamos sua localização e entregamos um relatório sobre a situação à Capitania dos Portos. A Capitania, por sua vez, vai notificar os proprietários para que eles retirem as embarcações. Se ao final do prazo estabelecido os barcos ainda permanecerem no local, elas serão removidas de forma compulsória.

A destinação das unidades recolhidas está por conta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente nossa parceira nessa ação.

A retirada desse material da Baía de Guanabara será um ganho para a população de Niterói no que tange a dinamização das atividades do Porto e, por consequência, a aparência.

Projeto para reaquecer atividade pesqueira e offshore no Leste Fluminense

A equipe da secretaria está trabalhando em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa Hidroviária para a elaboração de um projeto que devolva o calado para o Porto de Niterói e o Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar) de forma que as embarcações voltem a circular naquela região.

Para quem não conhece, o Porto de Niterói é aquela região que se vê na chegada da ponte Rio-Niterói. Já o Cipar pode ser visto no acesso à BR 101 entre Barreto e São Gonçalo. As enseadas dessa região estão criticamente assoreadas. Há pontos onde a profundidade é de apenas 30 centímetros.

Nossa meta é que esses trechos tenham até 12 metros de profundidade. No momento, estamos realizando um estudo para diagnosticar qual o melhor tipo de obra a ser feita e o seu custo. Será através do estudo que saberemos como ocorre o movimento das marés e o acúmulo de sedimentos na região.

Já identificamos que um dos motivos para o assoreamento do Porto de Niterói é o material proveniente do Rio Alameda. Por isso, já incluímos no projeto um estudo para um novo sistema de dragagem do rio para que os sedimentos sejam retirados antes de chegarem ao mar.

Uma outra proposta levantada, mas que ainda não temos certeza da sua viabilidade, é a construção de um canal em torno da Ilha da Conceição. Isso faria com o bairro voltasse a ser uma ilha. Técnicos do Instituto acreditam que a falta de circulação das marés acelerou o assoreamento no Porto. A obra indicada seria semelhante ao que está sendo feito no Canal do Cunha na Ilha do Fundão.

O grande legado desse trabalho será a revitalização das enseadas que apresentarão as condições ideais para o reaquecimento da atividade pesqueira e de offshore no Leste Fluminense.