Trabalhando pelo desenvolvimento da Região Leste Fluminense

O convênio estabelecido entre Petrobras, Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e os municípios influenciados pela instalação do Comperj é uma excelente oportunidade para mudar a história da região.
Como niteroiense e defensor do desenvolvimento da região Leste Fluminense, vejo a instalação do complexo petroquímico como motivo de felicidade, mas também de preocupação. Assistimos o intenso crescimento das cidades impactadas, o aumento dos problemas e a dificuldade que as atuais gestões enfrentam em função dessa realidade nova.
Foi para minimizar esses efeitos que o pacto firmado essa semana foi criado. Dessa forma as partes interessadas estarão em contato permanente, trocando informações, avaliando os problemas a fim de elaborarem propostas positivas e eficazes.
Através da Secretaria de Desenvolvimento Regional, vamos acompanhar de perto os desdobramentos de todas as ações nessa área, compartilhando informações com todos os envolvidos. Nós já temos pronto o Plano de Estruturação Territorial cujo objetivo é complementar os planos diretores dos municípios. Desde o início dos trabalhos, tenho conversado com os representantes locais, mantendo sempre o canal aberto para que todos contribuam com suas demandas e sugestões.
Em parceria com a FGV, vamos ter um escritório em cada município para auxiliá-los no desenvolvimento de projetos. Nosso foco serão os projetos prioritários. Faremos um trabalho conjunto com os diversos representantes para identificar os projetos locais e regionais essenciais. Essa é uma diretriz importante para que essas propostas não sejam documentos de gaveta. O que desejamos é proporcionar desenvolvimento com qualidade de vida.

Estado confirma obras do Metrô

O Governo do Estado lançou nova notícia hoje, ratificando sua disposição para a construção do metrô Linha 3. Este projeto é um sonho antigo da qual estou envolvido desde 2001. Nessa época, já defendia a questão da mobilidade urbana sustentável com o transporte público como ator principal.

No caso da Linha 3, este projeto visa a integração da Região Leste Fluminense.  O trânsito e o transporte desta região estão diretamente interligados e um investimento desse porte vai permitir uma nova relação entre seus habitantes e o transporte público.

Nesse contexto, Niterói está como a cidade referência. Ela vem se consolidando como um município fornecedor de serviços públicos e privados para toda região numa alternativa ao Rio de Janeiro. Milhares de pessoas chegam à cidade para fazer negócios, resolver problemas ou simplesmente consumir.

Niterói também é o ponto de ligação entre o Leste Fluminense e a capital do Estado. Com o metrô, continuaremos a receber o fluxo daqueles que se dirigem ao Rio, mas de uma forma mais organizada e com um impacto menor no trânsito do centro de Niterói. Haverá uma probabilidade maior de pessoas circulando e consumindo em nossa cidade e facilitar o acesso dos niteroienses à Região Leste. Nós que sempre vivemos em função do Rio de Janeiro, temos, com o Comperj, uma alternativa de trabalho e investimento na região.

Em relação à capacidade das Barcas, o projeto prevê a construção de uma nova estação, mais moderna, ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart e do metrô, integrando, assim, todos os transportes públicos de massa.

O Estado está comprando nove barcas novas com ar condicionado e capacidade para 2000 passageiros cada uma. Sete embarcações farão a linha Rio x Niterói com saída a cada 5 minutos da nova estação e duas ficarão na reserva. As barcas que hoje fazem a linha Rio Niterói vão para Ribeira/Paquetá/Cocotá e as velhas serão vendidas.

Isso vai resolver por algum tempo a ligação entre Rio e Niterói. Ainda defendo o projeto do metrô atravessando a Baía de Guanabara. Contudo não será possível realizá-lo neste momento. Ficará para uma segunda etapa.