Conheça e cuide do Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Reconhecido como um dos cartões postais da cidade do Rio de Janeiro, o Monumento Natural das Ilhas Cagarras, ou MoNa Cagarras, é uma unidade de conservação marinha ambiental, criada em 2010 por meio da lei nº 12.229, e gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (o ICMBio), que fica a cinco quilômetros da Praia de Ipanema.

O arquipélago é composto pela Ilha Cagarra e Filhote de Cagarra, a Ilha de Palmas, Ilha Comprida, Ilha Redonda e Filhote de Redonda, além da área marinha de dez metros ao redor de cada uma dessas ilhas, e tem a finalidade de preservar os remanescentes da Mata Atlântica insular, os refúgios e as áreas de nidificação das aves marinhas.

O Monumento Natural das Ilhas Cagarras deve ser visto sob o enfoque de ser também uma unidade de conservação urbana já que, por sua localização, fica claro que sua área recebe todas as influências antrópicas, de atuação humana, que incidem constantemente sobre as ilhas. E algumas dicas podem ajudar a preservar essa riqueza natural que temos.

Ao mergulhar, por exemplo, deve-se evitar ao máximo o contato com os organismos marinhos, que são frágeis e podem ser danificados com facilidade. Assim como não é bom não causar impactos sonos como buzinas, apitos ou mesmo música alta, que podem provocar a revoada das aves e a exposição dos ninhos aos predadores.

Não é recomendado, também, subir nas ilhas sem prévia autorização. Além dessa atividade não ser regulamentada, pode causar danos às muitas espécies que habitam o local. Assim como os acampamentos que devem ser autorizados pelo ICMBio. Não pratique a pesca ilegal e não contribua para o turismo desordenado.

Visite o site do Instituto Chico Mendes e saiba mais sobre essa e outras importantes reservas ambientais do nosso país. Conservar os bens naturais que temos é mais que um dever, é o exercício da nossa cidadania. Conheça e cuide do Monumento Natural das Ilhas Cagarras!

O leilão do campo de Libra fere o interesse nacional

Semana passada, na segunda, dia 21, o dia foi marcado por muitos protestos contra a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras. Tivemos o leilão da nossa maior reserva de petróleo, o campo de Libra. Uma ação que foi contra o interesse nacional, tratando-se do maior patrimônio que nosso país possui, e que é nosso, por direito.

Agora, o consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, que venceu a rodada, passa a administrar o campo de Libra e parte do petróleo extraído (41,65%) fica com a União. Vencia quem oferecesse ao governo a maior fatia do excedente em óleo extraído do campo, seguindo o modelo de partilha. Esse, aliás, foi o único grupo a apresentar proposta, contrariando previsões do governo.

A Petrobras terá a maior participação no consórcio vencedor, de 40%. Isso porque, embora a proposta aponte uma fatia de 10% para a estatal, a empresa tem direito a outros 30%. A francesa Total e a Shell terão, cada uma, 20%. Já as chinesas CNPC e CNOOC terão 10% cada.

O consórcio vencedor terá de pagar à União um bônus de assinatura do contrato de concessão no valor de R$ 15 bilhões. Esse valor deve ser pago numa única vez e precisa ser comprovado o depósito para que haja efetivação do contrato, o que deve acontecer em 30 dias. A Petrobras deverá arcar com 40% desse pagamento. A concessão é válida por 35 anos.

O campo de Libra fica a 170 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, em uma área do tamanho do Uruguai e tem uma estimativa, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), de produção de 12 bilhões de barris de petróleo, do total de 70 bilhões das reservas de pré-sal do Brasil, equivalentes à margem de R$ 20 trilhões de reais.