Dia Nacional da Saúde

Hoje é o Dia Nacional da Saúde. Essa data tem que ser comemorada, sim. Quando fui convidado, no início do ano, pelo governador Pezão para assumir a Secretaria de Estado de Saúde, sabia que não seria fácil. Mas sou movido a desafios. Aceitei o convite, pois tive a certeza de que poderia ajudar as pessoas. É isso o que me fortalece e me enche de orgulho.

A crise financeira está aí e não é um problema exclusivo do nosso estado. Enfrentamos um momento econômico difícil. Mas mesmo com esse cenário nacional, não paramos serviços, nem fechamos unidades. Há duas semanas escrevi aqui os avanços da saúde em nosso estado em 2015, os quais eu gostaria de ratificar. Inauguramos, só neste ano, três Clínicas da Família, com capacidade para fazer 36 mil atendimentos por mês.

As 58 UPAs acabam de registrar mais um recorde, com 29 milhões de atendimentos, 24 milhões de exames realizados, 1,2 milhão de atendimentos odontológicos e 191 milhões de medicamentos distribuídos à população. Em 2007, antes das UPAs, os hospitais de emergência faziam, juntos, cerca de 2,5 mil atendimentos por dia. Atualmente, graças ao aumento da nossa capacidade, são realizados cerca de 20 mil atendimentos, diariamente, nas UPAs e emergências hospitalares.

O Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, de suma importância para a Região Metropolitana II, acaba de completar 70 anos, com a marca de 55 mil partos em sua história. Somente este ano, mais de 350 mil atendimentos já foram feitos por lá, um crescimento de cerca de 70% em relação ao ano passado. Prova que estamos avançando. A unidade conta com funcionários que dedicaram mais de 30 anos de suas vidas ao atendimento dos que ali procuram assistência médica.

Com os avanços que vêm sendo solidificados nos últimos anos, o Rio passou a ocupar o segundo lugar do país no ranking da doação de órgãos. Os serviços móveis de imagem (como tomografia, ressonância e mamografia) têm ajudado os municípios a economizar mais de R$ 42 milhões. Acabamos de expandir o número de leitos de UTI, credenciando mais 250 leitos, além da Reuni (central de regulação), que foi o pontapé inicial para a integração de serviços estaduais, federais e municipais, ampliando o acesso da população à saúde pública. Esses investimentos não podem e não vão parar. Trabalhar para implementar um programa de gestão eficiente nas unidades da rede estadual de Saúde é meu grande objetivo. Quero deixar claro para você, que sempre me acompanha aqui, que o compromisso que assumi foi com a saúde e o bem-estar da população.

Minha visita às obras da RJ-100

Ontem (30/07) visitei um trecho das obras da RJ-100 (Estrada Velha de Maricá), e conversei com moradores e motoristas. A recuperação asfáltica entre a localidade de Paciência e a 75ª DP (Rio do Ouro) segue a todo vapor. A obra foi possível graças ao meu pedido de reestadualização da via ao então governador Sérgio Cabral, o que permitiu a elaboração do projeto de revitalização, que prevê, em sete quilômetros da via, drenagem, terraplanagem, pavimentação, alargamento de pistas e, em um segundo momento, a duplicação de mais de um quilômetro do trecho entre a localidade de Boqueirão e o viaduto de Maria Paula. Todos sabemos que o Estado e o país enfrentam uma crise. Mas o governador Pezão e eu, que sou da região, estamos atentos à importância dessa obra que terá, sem dúvida, reflexos positivos na vida de milhares de pessoas.

A Saúde avança no estado

O jornal O DIA publicou, no dia 18/07/2015, um artigo que eu escrevi . Gostaria de compartilhar com vocês que acompanham meu blog.

São 20 mil atendimentos, todo dia, nas UPAs e emergências. Como estaria a população sem esse atendimento?

Rio – Sou movido a desafios. Estamos trabalhando para implementar programa de gestão eficiente nas unidades da rede estadual de Saúde. Fácil? Claro que não. E é isso que me faz ter a certeza de que estamos no caminho certo e trabalhando em todas as frentes para dar o melhor atendimento à população, manter as Emergências funcionando 24 horas por dia.

A crise financeira está aí e não é um problema exclusivo do nosso estado. Temos enfrentado esse momento difícil da economia, municípios vêm fechando suas unidades, e há, por isso, de fato, sobrecarga. Mas é isso o que quero: mesmo assim, todos os pacientes são atendidos. E é assim meu gabinete, sempre de portas abertas. Respeito e sempre serei parceiro do Cremerj e de toda entidade de classe que lutar por uma Saúde melhor.

Tenho muito orgulho do trabalho que vem sendo feito e conseguindo, mesmo com dificuldades, avançar. As 58 UPAs acabam de registrar mais um recorde, com 29 milhões de atendimentos, 24 milhões de exames realizados, 1,2 milhão de atendimentos odontológicos e 191 milhões de medicamentos distribuídos à população. Em 2007, antes das UPAs, os hospitais de emergência faziam, juntos, cerca de 2,5 mil atendimentos por dia. Atualmente, graças ao aumento da nossa capacidade, são realizados cerca de 20 mil atendimentos, diariamente, nas UPAs e emergências hospitalares. Sempre pergunto: como estaria a população sem esse atendimento?

Mesmo com o cenário nacional, não paramos serviços nem fechamos unidades. Inauguramos, só neste ano, três Clínicas da Família, com capacidade para fazer 36 mil atendimentos por mês.

Com os avanços que vêm sendo solidificado nos últimos anos, o Rio passou a ocupar o segundo lugar do país no ranking na doação de órgãos; os serviços móveis de imagem (com tomografia, ressonância e mamografia) ajudam os municípios a economizar mais de R$ 42 milhões. Acabamos de expandir o número de leitos de UTI, credenciando 250 leitos, além do Reuni, que foi o pontapé inicial para a integração de serviços estaduais, federais e municipais, ampliando o acesso da população à saúde pública.

http://odia.ig.com.br/noticia/opiniao/2015-07-18/felipe-peixoto-a-saude-avanca-no-estado.html

Fortes de Niterói contribuíram para o Rio ser Patrimônio Cultural da Humanidade

Esta semana a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Urbana. E os fortes de Niterói estão diretamente ligados a essa conquista. O anúncio aconteceu no domingo (1), durante a 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Petersburgo, na Rússia.

Fico feliz pela escolha do Rio, ainda mais pelo envolvimento de Niterói nesta vitória. Nossa cidade ganha com o turismo local e a criação de uma série de mecanismos de preservação dessas edificações. Niterói possui o maior complexo de Fortes da América Latina e uma rica história arquitetônica.

A Fortaleza de Santa Cruz, por exemplo, com mais de 450 anos de história, é um dos atrativos mais visitados de Niterói. Foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e tombado em 1938.

Conhecida como a “pirâmide do Egito brasileira debruçada sobre o mar”, está localizada ao lado do canal de entrada da Baía de Guanabara, onde passam as embarcações que chegam ao porto do Rio de Janeiro. A vista do alto é muito bonita. Uma visão privilegiada de Niterói, do Rio de Janeiro e da Baía.

Igualmente importante, o Forte Barão do Rio Branco foi construído nos idos de 1567 e teve eficaz participação contra as incursões dos piratas franceses no século XVIII. Ali havia um observatório, que posteriormente foi armado e transformado em Bateria com a construção das primeiras bocas de fogo. A pequena estrada de acesso para o forte é cercada de árvores e praias, e guarda uma parte da Mata Atlântica preservada além de animais nativos, como preguiças, saguis e corujas.

O Forte São Luiz (1769) e o Forte do Pico (1918) formam um conjunto ainda desconhecido por muitos niteroienses que costumam contemplá-los em passeios pela orla da Zona Sul da cidade. A muralha do Forte do Pico, localizada no alto de uma montanha, tem uma iluminação especial.

As históricas construções preservam guaritas e muros de pedra, alguns assentados a mão, já cobertos de vegetação, imponentes portões de acesso, corredores, galerias e túneis carregados de mistérios, além de uma das mais belas vistas do país. Essas fortificações lembram em muito as ruínas de Machu Picchu, cidade perdida dos Incas, no Peru.

A Unesco adotou o conceito de Paisagem Cultural em 1992. Até então, somente jardins históricos e locais de representação simbólica, religiosa e afetiva recebiam o título de Patrimônio da Humanidade. Com esse título, o Brasil passa a contar com 19 bens na Lista de Patrimônio Mundial da Humanidade, que inclui o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, além do Jardim Botânico e da Praia de Copacabana.

Estudo aponta redução de homicídios no Estado do Rio

Foi divulgado nesta terça-feira, em São Paulo, o Mapa da Violência 2012. O estudo apresenta a média de homicídio em todo país entre os anos 1980 e 2010. No período, foram mortas cerca de 1,1 milhões de pessoas. Cinquenta mil só em 2010.
A taxa de homicídio no Brasil cresceu expressivamente até os anos 2000, mas estagnou nos anos seguintes. Em 1980, foram registrados 11,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Já de 2000 a 2010, este número manteve-se em 26 vítimas por 100 mil.
O documento traz ainda um novo dado: a violência está migrando para o interior. Principalmente nas regiões metropolitanas dos estados do Paraná, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Maranhão e Pará. O resultado mais alarmante, entretanto, encontra-se em Alagoas com 66 homicídios por 100 mil habitantes, número que coloca o estado no primeiro lugar do ranking.
Observando o cenário, é possível dizer que o movimento da violência acompanha o novo processo de desenvolvimento do país, com a transferência de investimentos públicos e privados para outras regiões do Brasil. Contudo, quando os estados não estão preparados para a nova realidade e permitem que sejam criados os abismos sociais, o resultado natural é o aumento dos conflitos.
No sentido inverso, caminham São Paulo e Rio de Janeiro com reduções significativas de suas taxas nos últimos dez anos. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, a queda mais acentuada aconteceu a partir da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora a cerca de três anos. Isso lhe conferiu sair do 2º para o 17º lugar na classificação. Diferentemente dos demais estados que ainda buscam soluções focadas no sistema prisional, o Estado do Rio de Janeiro vem demonstrando ao país que o combate à violência se faz com a devolução da cidadania e inclusão social.
É claro que os investimentos em investigação policial e no sistema prisional são importantes e necessários. É fundamental agir contra a impunidade. Mas é preciso mais do que isso. É preciso que o poder público se faça presente, dar espaço e voz à população e oferecer condições para que tenham uma vida digna. Esse é modelo instituído pelo governador Sérgio Cabral com as UPPs aqui no Rio que vem dando certo e está atraindo interesses de vários outros estados brasileiros.
Fundamental, agora, é, com base no levantamento, propor soluções urgentes em segurança pública para reverter o quadro da violência no Brasil. De preferência, com uma coalisão de forças dos governos estadual e federal para determinar as políticas mais adequadas para este fim.

Leia mais em: Número de homicídios aumentou em estados com menos presos e Em 30 anos, Brasil teve mais de um milhão de vítimas de homicídio

“Um Rio de progresso” de Luiz Fernando Pezão

Em seu último artigo, o vice-governador Luiz Fernando Pezão faz um retrospecto dos cinco anos da atual administração. A gestão do governador Sérgio Cabral está entre as melhores da história do Estado do Rio e sou muito grato pela oportunidade de integrar essa equipe de sucesso.

“Chegamos ao fim do quinto ano da administração Sérgio Cabral. São muitas as conquistas da população do Rio de Janeiro nesse período muito especial vivido no nosso estado, depois de anos e anos de abandono. A parceria entre os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – tem possibilitado a implantação de diversos projetos e investimentos, além de melhorar a eficiência da gestão pública. Estão programados mais de R$ 180 bilhões de investimentos públicos e privados, em setores estratégicos, nos próximos três anos. Trata-se de uma das maiores carteiras de novos investimentos em comparação a qualquer estado, província ou região do mundo. A ação mais importante que o governo Sérgio Cabral está desenvolvendo para alavancar a economia é criar um ambiente favorável ao negócio, o que tem atraído diversas empresas para o Rio de Janeiro e a expansão das já instaladas, como a Nissan, Michelin, Peugeot Citroen, entre muitas outras.
O ritmo de crescimento acelerado colocou o Rio em primeiro lugar entre os estados brasileiros na criação de empregos formais em novembro. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Renda, o Estado do Rio registrou a criação de 24.867 postos de trabalho com carteira assinada, desempenho 0,7% maior do que o do mês anterior. No acumulado do ano, o Rio registra alta de 5,75%, o que eqüivale a 148.671 empregos gerados. Nos últimos 12 meses, foram criadas 203.22 novas vagas, o que representa aumento percentual ainda maior: 5,97%. Mais uma vez, o Rio sai na frente graças ao grande momento econômico que vive em função da política empreendedora do governo do estado.
Os avanços também são muitos em outras áreas. Vou citar alguns deles: 10,7 milhões de atendimentos nas UPAs 24h; 76 milhões de medicamentos distribuídos gratuitamente; 64 mil exames realizados pelos tomógrafos móveis; 524 milhões de viagens feitas por 2 milhões de pessoas com o bilhete único e 12 milhões de atendimentos feitos nas unidades do Rio Poupa Tempo.
Além disso, iniciamos e entregamos muitas obras, como as do PAC nas comunidades da Rocinha, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo e Alemão, com destaque para a construção do teleférico, a Linha 4 do metrô, que chegará à Barra da Tijuca, a estrada-parque Capelinha-Mauá, no município de Resende, as de saneamento e abastecimento d’água, como o reservatório de Colubandê, no município de São Gonçalo. Além disso, o nosso programa Somando Forças está investindo valores expressivos em todos os municípios fluminenses, levando saneamento, habitação, pavimentação, urbanização e aquisição de máquinas e equipamentos.
Também investimos na modernização das frotas de trens e metrô, a compra e reforma das composições e a recuperação de estações. Na rede ferroviária, distribuída por 98 estações em 12 cidades, o governo estadual e a SuperVia aplicarão R$ 2,4 bilhões. Até junho de 2013, serão recuperados 73 dos 160 trens da frota, e 120 veículos refrigerados serão colocados em circulação. A primeira composição encomendada da China deve começar a circular no início de janeiro.
Nada disso seria possível sem a paz. Uma das grandes prioridades do governo Sérgio Cabral é a segurança pública. Vemos esse combate à criminalidade não apenas como essencial para a manutenção da ordem e para a melhoria da qualidade de vida da população, mas também porque esse fator é decisivo para o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro.
Aumentamos o efetivo policial de 37 mil para 60 mil homens. Estamos investindo mais de R$ 30 milhões na construção do moderno Centro Integrado de Comando e Controle, que promoverá a ação conjunta de diversas instituições das três esferas de governo. Além deste, no próximo ano, vamos inaugurar outros dois projetos inovadores na área de segurança pública: a sede provisória do Bope e a Cidade da Polícia, formando um complexo de segurança especializada no Rio de Janeiro.
Nosso maior avanço tem sido a política de implantação das UPPs, que nos tem permitido retomar territórios antes dominados por criminosos. Hoje já são 18 UPPs. Com tudo isso, estamos conseguindo reduzir os indicadores de criminalidade.
O bom momento econômico e a pacificação de comunidades do Rio têm atraído mais turistas estrangeiros ao Brasil. O estado receberá 31% dos 5,4 milhões de visitantes que chegarão ao país até o fim deste ano. O Rio lidera o ranking do destino mais procurado para o lazer, concentrando 27,3% da demanda nacional. Além disso, a cidade registra os maiores índices de ocupação da rede hoteleira.
Em 2012, receberemos de volta a comunidade internacional para debatermos soluções conjuntas para as grandes questões ambientais, na Rio+20. Seremos, ainda, sede da Copa das Confederações em 2013, evento chave para testar as instalações do Rio e do Brasil para a festa do esporte mais popular do planeta: a Copa do Mundo de Futebol, que acontecerá em 2014. E, em 2015, as Olimpíadas.
Serão mais bilhões de dólares em investimentos pesados em seis áreas estratégicas: infraestrutura, transportes, saúde, segurança, meio ambiente e instalações esportivas. Nossos objetivos vão muito além do período dos Jogos. Temos a responsabilidade e o compromisso de melhorar a qualidade de vida de nossos cidadãos, prover um transporte mais eficiente e de melhor qualidade, revitalizar áreas degradadas do estado e criar um grande ciclo de desenvolvimento e de segurança.
Enfim, foram cinco anos de recuperação e progresso. Já avançamos muito, mas, sabemos que ainda há muito o que fazer! Feliz ano novo!”

Interior: base do desenvolvimento de um Estado

Nas minhas andanças pelo interior do Estado do Rio, percebo o quanto os fluminenses estão interessados em encontrar alternativas para desenvolver suas cidades. Existe uma grande procura por bons projetos que ofereçam condições de trabalho e melhora na qualidade de vida.

Por muito tempo, o interior do Rio de Janeiro ficou esquecido, porque o foco principal estava na capital federal. Mesmo com a mudança da capital para Brasília, a cidade do Rio continuou atraindo as atenções políticas e econômicas. Hoje, estamos corremos atrás do prejuízo muito em função da vontade política da atual gestão estadual. No nosso país, os exemplos de estado forte são os que têm o interior forte. E estamos trabalhando nessa direção.

Nós temos no Rio várias universidades de referência e fundações de pesquisa que podemos recorrer para produzir estratégias e projetos de desenvolvimento regionais. Temos os royalties do petróleo que podem ser mais bem aproveitados. Agora, o governo tem uma secretaria que cuida do interior com profissionais que não ficam no gabinete, mas que rodam as cidades ouvindo os problemas e avaliando in loco as oportunidades.

Devemos concentrar nossos esforços para integrar o interior a esse movimento ascendente pelo qual passa o Estado do Rio para garantir um futuro melhor para as novas gerações.

Sem luz, celular e internet

Hoje foi mais um dia de trabalho pesado. Passei a manhã na Ceasa tratando do abastecimento do Estado. Na quinta tivemos uma alta nos preços de alguns produtos, como as hortaliças, mas ontem os valores já começaram a cair e hoje já estavam se normalizando.

À tarde, fiz algo que gosto muito: peguei a estrada. O motivo que me levou a isso, contudo, não era nada agradável. Meu destino eram cidades atingidas pelas chuvas que devastaram a Região Serrana na última semana.

Chegamos em Areal com 6 caminhões e 2 ônibus carregados de doações. O prefeito nos recebeu e disse que a tragédia só não foi maior porque conseguiu avisar pelo rádio e por carro de som que vinha muita água no rio por decorrência das chuvas. Areal tem hoje em torno de 1200 desabrigados, mas não registrou nenhuma morte. A equipe da Ceasa retornou dali para o Rio. Eu segui adiante para ver de perto o que tinha acontecido na região.

Na RJ-134, que liga Areal a São José do Vale do Rio Preto, muita destruição. A todo momento, éramos parados por moradores solicitando mantimentos. Como tinha pouca coisa no meu carro, cuidava sempre de perguntar: “Mais à frente existem pessoas em condições piores?” Por incrível que pareça, a resposta, na maioria das vezes, foi “sim”.

Destruição e abandono foi o que vi em Barrinha, Parada Morelli, Camboatá, Contendas, Queiroz e Águas Claras. Todas essas regiões carecendo de remédios, roupa de cama, colchonetes e roupa íntima. Em Parada Morelli, quando perguntei se tinham medicamentos, a resposta foi “nem comida nós temos, com remédio a gente se preocupa depois”. Nesses locais, que ficam à beira-rio, o nível da água chegou a 2,5m de altura.

Mas não vi apenas notícias ruins. Testemunhei a presença de diversos órgãos colaborando de alguma forma: Furnas, o Exército, o Inea, a Secretaria de Obras do Governo do Estado, a Delta, a Defesa Civil e a Polícia Militar.

São José do Vale do Rio Preto estava sem energia e telefonia, seja fixa ou móvel. A energia chegou a ser restabelecida por um tempo, mas se foi de novo por conta da instabilidade do terreno. A cidade dorme hoje com 6 geradores, que alimentam a Prefeitura improvisada, alguns serviços estratégicos e poços artesianos.

A água destruiu pontes. Em algumas comunidades não se tem acesso por carro e os alimentos precisam de barcos da Defesa Civil para chegar a seus destinos.

Há em torno de 1.500 casas destruídas e 5.000 desabrigados. O chefe de gabinete do prefeito me comunicou que está buscando alimentos na capital, mas não possui caminhões para buscá-los. Comprometi-me em garantir o transporte destes alimentos para lá, o que espero conseguir ainda neste domingo.

Agora estou em Três Rios, onde passo a noite. Amanhã continuo minha jornada, em direção a Sumidouro e Nova Friburgo.

Lula preserva direitos do RJ e ES a royalties diferenciados

O presidente Lula fez o correto. Não permitiu que os royalties do petróleo encontrado no Rio e no Espírito Santo fossem divididos entre todos os estados e municípios brasileiros, de forma igualitária.

Lula sancionou a lei que define novas regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal e vetou o artigo que promovia essa divisão, conhecido como emenda Ibsen.

O Rio de Janeiro e o nosso vizinho Espírito Santo são os maiores produtores de petróleo do Brasil. Na semana passada, Lula encaminhou ao Parlamento um projeto de lei que respeita as riquezas fluminenses e capixabas.

Rio e Espírito Santo teriam, de acordo com o texto, 25% das receitas obtidas com a cobrança da compensação e os demais estados e municípios dividiriam 44% do volume total arrecadado.

Democracia é isso. O Rio não pode ser penalizado por ter petróleo. Lula agiu bem. Espero que agora, longe das eleições, os congressistas dos outros estados sejam mais racionais e aprovem o projeto sem prejudicar os estados produtores.

Maioria esmagadora da população apoia ocupação – por quê?

Complexo do AlemãoQuando a polícia ocupa uma favela, o que acontece lá não é brincadeira. A pressão que o policial enfrenta no momento da ocupação não o ajuda a manter seu bom humor. A arma que ostenta nos braços acaba fornecendo a ele poder de decisão sobre a vida ou morte de pessoas. A resposta que o tráfico oferece é apenas mais um ingrediente de uma mistura que se torna definitivamente perigosa.

A cena pode ser bacana num filme de ação. Mas deixa de ser quando o inocente morto é um amigo seu. A ocupação de favelas pela polícia sempre foi considerada uma política bem vista pela maioria das pessoas, mas no capítulo do Complexo do Alemão a coisa atingiu um nível antes inimaginável: 88% da população aprovou a incursão da polícia. Significa dizer que, aproximadamente, 9 em cada 10 pessoas aprovam a operação. É uma aprovação mais significativa que a do governo Lula no seu auge.

Enquanto lia sobre isso, me perguntava o porquê. A resposta mais clara é que a população ficou terrivelmente amedrontada com os ataques iniciados pelo tráfico no último 21 de novembro. A tal ponto que chancelaria qualquer medida tomada pelas polícias.

Reitero o que já disse anteriormente aqui: acho que a ocupação foi muito bem conduzida e, como tal, merece o reconhecimento. Depois de um longo tempo no qual parte considerável da população enxergava a polícia como bandidos e os traficantes como mocinhos, é claro que trata-se de uma boa notícia.

No entanto, a situação preocupa. Afinal de contas, se a guerra é autorizada, é provável que enfrentemos outros episódios como os vividos nessas duas semanas antes que a situação possa ser de fato normalizada.