Eu apoio a campanha que repudia a morte de policiais

Está circulando nas redes sociais desde semana passada, uma campanha que pede o fim da violência aos policiais, organizada pela amiga e jornalista Roberta Trindade. A ação já conta com milhares de imagens compartilhadas na sua página no facebook com a seguinte mensagem: “Eu repudio a morte de policiais. Força e Honra. #Basta”.

Eu não poderia deixar de manifestar meu apoio e solidariedade a esta campanha que apoia a proposta de transformar em crime hediondo o crime contra servidores da segurança pública. A manifestação foi criada como resposta aos crimes que vitimaram PMs nos últimos dias e já conta com apoio da Organização da Nações Unidas (ONU).

Assinem e divulguem, em seus perfis nas redes sociais a petição pública no intuito de pressionar o Congresso Nacional pela aprovação de projeto de lei para que “sejam considerados hediondos os crimes cometidos contra as vidas de servidores da segurança pública, tanto no exercício de suas funções como em razão de suas atividades, ou, ainda, contra seus familiares por consequência do grau de parentesco com o servidor.”

Aproveito pra convidar a todos para o ato contra a violência aos policiais, no domingo, dia 14 de dezembro, no Posto 6, na Praia de Copacabana. A concentração está marcada para 9h. Milhares de pessoas já confirmaram presença por meio das redes sociais. Conto com a participação de vocês!

A segurança é para todos!

Segurança, como todos sabem, é um tema recorrente no meu blog. E uma das causas pelas quais sempre lutei. Roubos a residência, moradores que são vítimas de homens armados em veículos roubados, que rendem comerciantes e levam tudo que podem. São muitas as queixas. E esse aumento da violência e da criminalidade, que gera a sensação de insegurança, muito nos preocupa.

Eu acredito que essa sensação de insegurança é um problema de todos, e que pode ser resolvido com a participação de todos. Acredito na mobilização. Foi assim que conseguimos implantar o policiamento comunitário, que ganhou força sendo incluído no programa de governo do Pezão. E foi assim também com o VIP (Vizinhos Integrados à Polícia). Uma iniciativa já utilizada na Região Oceânica, e conhecida em muitos bairros de Niterói.

A boa notícia é que o VIP vai ser implantado, agora, em São Francisco, na Zona Sul. O policiamento vai ser reforçado no bairro por meio de um “selo de segurança” fixado nas residências, com o qual os moradores poderão integrar a política de segurança. Medidas simples como um telefonema, por exemplo, podem fazer toda a diferença. O VIP deu certo na Região Oceânica com resultados muito positivos. E tem tudo para também dar certo agora.

A segurança pública, entretanto, deve ser pensada como macro. Em 32 anos, esta é a primeira vez que o Rio tem a taxa de homicídios menor que a do Brasil, de acordo com um estudo da Casa Fluminense. Esse estudo, ainda inédito, faz parte de um projeto muito maior que se propõe a pensar os problemas que mais afligem a população. E, por isso, é preciso pensar em uma política de segurança para todos, sem exceção.

Uma política de segurança, por exemplo, como a que vai beneficiar São Gonçalo com a chegada de 250 homens que vão somar no efetivo do 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e mais 70 novas viaturas. São Gonçalo vive um grande desafio. Tem o dobro da população e a metade do efetivo de Niterói. Esse reforço vai trazer um aumento de 670 homens que hoje atuam na segurança da cidade, para 920 homens.

E, a curto prazo, existe ainda a possibilidade de que uma das Companhias Destacadas recém inauguradas em São Gonçalo tenha seu efetivo reforçado, além da implantação de uma terceira unidade. É assim, intensificando ações de segurança, que teremos garantido o nosso maior bem comum: a tranquilidade de estarmos seguros. Seja com o retorno do policiamento comunitário e a ampliação do VIP, ou o reforço do efetivo do 7º BPM, todas são iniciativas de grande ganho para o nosso estado. A insegurança é um problema de todos. E a solução é para todos!

Mais três batalhões da PM para mais segurança da população

Segurança Pública sempre foi um assunto recorrente no meu blog. Um tema relevante e necessário que ganhou merecido destaque quando, há poucos dias, o governador Pezão anunciou a implantação de mais três batalhões da Polícia Militar no estado, que deverão ser instalados até o fim do ano.

As unidades serão em Nova Iguaçu, Itaguaí e outro na Região dos Lagos. Além disso, logo será apresentado um plano para o setor de segurança, válido até 2020, que prevê o aumento do efetivo. Serão 54 mil novos policiais até o fim do ano.

Essa questão da sensação de insegurança da população é algo que muito tem se falado. Assim como muito tem sido feito para reverter o quadro. Eu, como militante antigo da área que sou, tenho a segurança como prioridade, e também tenho agido, até onde tenho alcance, em busca de soluções.

Tenho me mantido empenhado para que um dos novos batalhões possa atender o Leste Fluminense, dividindo a área do 35º BPM de Itaboraí, o 12º BPM de Niterói, também responsável pelo patrulhamento de Maricá, com o 25º Batalhão de Cabo Frio.

Segurança Pública sempre será um problema de todos, e todos precisamos intervir em busca do nosso maior bem comum: a tranquilidade de estarmos seguros. O anúncio dos três novos batalhões é um grande ganho para nosso estado. Estamos no caminho certo.

OAB promove novo debate sobre a segurança de Niterói

Niterói realizou nesta terça-feira, 4, mais um encontro para debater a segurança na cidade. Agora, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro. Na verdade, eu diria que esse, se comparado a outros debates que tivemos recentemente, foi o primeiro realmente disposto a discutir o tema em busca de soluções. A violência, os assaltos e a insegurança existem, e sabemos disso. O que precisamos é discutir ações efetivas!

E isso se faz apresentando dados, estatísticas, mostrando o que já foi feito e o que se tem planejado para combater essa realidade que nos aflige. E, claro, ouvindo os moradores. Mas de forma, repito, a buscar soluções, e não somente ouvindo reclamações. São espaços como esse que fazem a diferença quando se almeja resultados concretos para um problema que se agrava em Niterói.

A questão da sensação de insegurança da população nos últimos dias é algo que muito tem se falado. Eu, como morador de Niterói, também compartilho dessa sensação. Mas faço minhas as palavras do delegado da 79ª DP, Henrique Paulo Pessoa, quando diz que não é porque não se vê que nada tem sido feito. Muito tem sido feito, sim, e há, claro, ainda muito por fazer. Devemos reconhecer isso.

E como militante antigo da área de segurança, tema que sempre esteve entre minhas prioridades, também tenho agido, até onde tenho alcance, em busca de soluções. Ingressei há cerca de um mês na Alerj com três indicações ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Fora os movimentos e ações que sempre promovi ao longo da minha trajetória na política. Isso inclui as inúmeras audiências públicas que organizei e participei.

Penso que segurança é um tema que se discute em conjunto, mas de forma séria e construtiva. É um problema de todos, e todos precisamos intervir propondo medidas, dando sugestões, enfim, exercendo o direito da cidadania em busca do nosso maior bem comum: a tranquilidade de estarmos seguros.

Há disponível um espaço na internet para perguntas, dúvidas e sugestões para interagirmos sobre a segurança. É o seguranca@niteroi.rj.gov.br. Tem também o aisp12@gmail.com, para informações sobre o 12º Batalhão de Polícia Militar. Saibamos utilizar mais esses canais!

Quero parabenizar o tenente-coronel Wanderly Braga; o tenente-coronel Gilson Chagas, o presidente da Comissão de Segurança Pública, Bruno Rodriguez; a secretária Executiva da Prefeitura de Niterói, Maria Célia Valladares; o advogado criminalista Ennio Figueiredo; e o delegado da 79ª DP, Henrique Paulo Pessoa, pela oportunidade de debatermos a segurança de maneira civilizada, como deve ser!

Por uma Niterói de paz e segurança

Estamos vivendo dias de medo, apreensão e insegurança. Consequências da violência que precisa de uma intervenção urgente e eficaz. Como muitos sabem, sou um antigo militante da área de segurança pública e não poderia assistir a essa triste realidade de braços cruzados. Por isso tratei de arregaçar as mangas e estou na luta por mais segurança e paz não só para Niterói, mas também outras cidades.

No último pronunciamento que fiz na tribuna do Plenário falei justamente sobre a questão da segurança, especificamente, sobre os fatos que vêm ocorrendo em Niterói nesses últimos dias e que muito têm assustado a população. Como morador, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa. A minha atuação nessa área já vem de muito tempo – antes mesmo de assumir o mandato parlamentar.

Quando ainda tinha 21 anos, junto à sociedade civil, dei início ao movimento Niterói com Segurança, que mobilizou a população no fim dos anos 1990 para questionar o aumento da violência e cobrar melhorias das autoridades.

Foi quando passamos a conhecer um pouco mais sobre os desafios de se administrar a área da segurança pública em Niterói – naquela época, uma cidade que era tão tranquila, pacata, que quando chegávamos pela Ponte em frente o 12º BPM, abríamos o vidro do carro porque havia um sentimento de “estou em Niterói, estou seguro”.

Desde aquela época, começamos a vivenciar um quadro muito preocupante de violência na cidade. Com a mobilização das pessoas, conseguimos chegar a um efetivo de 1400 homens para Niterói. Naquele momento, conquistamos ainda a implantação do policiamento comunitário em vários bairros; a inauguração da Delegacia Legal de Icaraí; a instalação das cabines de polícia; e a chegada do Grupamento Especial Tático Móvel (o Getam). Foi quando, então, Niterói passou a ter respostas mais efetivas da segurança pública.

Infelizmente, ao longo dos anos, esse efetivo foi se perdendo e Niterói passou a dormir com preocupação. E os fatos que observamos nesses últimos dias aumentaram ainda mais a angústia dos moradores.

Quero destacar aqui ações como a chegada das Delegacias de Homicídio em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí que são importantes e são reivindicações antigas. Mas sabemos que é necessário mais. Nós temos a necessidade, por exemplo, da UPP em Niterói. A população niteroiense assiste a presença efetiva da chegada da polícia e das forças de pacificação nas comunidades da Zona Norte do Rio, e fica esperando a cada dia a chegada de uma unidade não só em Niterói, mas também em São Gonçalo.

Lembro, inclusive, que São Gonçalo tem o dobro da população de Niterói e tem hoje a metade do efetivo do 12º Batalhão, e nenhuma solução que for dada exclusivamente para Niterói irá resolver se São Gonçalo não for atendida.

De volta à Assembleia Legislativa (a Alerj), ingressei na última quinta-feira, dia 24, com três indicações ao secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

A primeira pede a transformação da 75ª Delegacia de Polícia (DP) de Rio do Ouro, em São Gonçalo, em Delegacia Legal, para melhor atender às necessidades dos moradores que clamam por mais segurança.

A segunda indicação solicita a reativação da 80ª Delegacia de Polícia do Barreto, em razão da grande necessidade de reforço policial na região, já que com a desativação da unidade, toda a Zona Norte da cidade passou a ser atendida pela 78ª DP, no Fonseca, enquanto a Zona Sul é atendida por duas delegacias: a 77ª e a 79ª.

A terceira pede a transformação da Primeira Companhia Integrada da Polícia Militar, na Região Oceânica, em Companhia Destacada, como foi feito com a 6ª Cia de Pendotiba, a 2ª Cia do Centro e, mais recentemente, nos termos do anúncio da Companhia Destacada da Zona Norte e da Zona Sul.

Neste ano, fomos contemplados com a instalação de duas Companhias Destacadas: uma em Pendotiba, área que vem sofrendo muito com assalto a residências e roubo de veículos. A outra foi inaugurada no Morro do Estado, o que permitiu a presença mais ostensiva de policiamento na região que vai do Centro até o Ingá, passando por São Domingos e Gragoatá.

Além disso, o governador esteve na cidade anunciando a instalação de outras duas Companhias Destacadas: uma na Zona Norte, especificamente no Fonseca, e outra no Morro do Cavalão.

A realidade é que com a ocupação efetiva que temos acompanhado nas comunidades do Rio, levando a pacificação para locais onde antes a polícia não participava, a chegada das Companhias em Niterói acalenta um pouco os moradores.

Fui vereador numa época em que era necessário nos cotizarmos para consertar uma viatura da Polícia, numa época em que tínhamos que dar todas as condições de apoio para o policiamento funcionar. Hoje, a Polícia Militar possui viaturas novas, possui comunicação, mas precisamos de mais.

Precisamos do policial presente nas ruas, fazendo aquilo que a população pede que é o policiamento ostensivo, trazendo mais segurança à população e que consigamos enfrentar esse desafio que é trazer melhorias para a população da cidade, não só de Niterói como de São Gonçalo, com a presença efetiva da Polícia Militar.

Niterói quer paz

Niterói vive as consequências da violência e as pessoas não se sentem mais seguras. Os índices cada vez maiores de assaltos com reféns, arrastões e roubos de veículos se tornaram rotina na cidade.

Dados recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, mostram que até poucos meses atrás foram registrados nas delegacias de Niterói mais de 60 homicídios dolosos e quase 1.400 casos de roubo a pedestres.

Nos últimos anos foram muitas as trocas de comando no 12º BPM, que deveria ter 1.200 homens e hoje conta com 794. O contingente disponível para estar nas ruas é ainda menor: 654 homens. Na prática, apenas 127 policiais patrulham todo o município. Algo em torno de um policial militar para cada 808 habitantes.

Eu, como morador, fico igualmente preocupado com a situação insustentável que a cidade passa. E desde que a onda de violência começou na cidade, luto por maior atenção e investimentos em segurança pública.

Antes mesmo de ser vereador, já liderava o movimento “Niterói com Segurança” que reivindicava melhorias na segurança da cidade. Já eleito, lutei pela implantação do policiamento comunitário e presidi a Comissão de Segurança por quatro anos.

Como deputado, desde que assumi o mandato, tive diversos encontros com o secretário de Segurança José Mariano Beltrame e cobrei ações para Niterói. Também realizei inúmeros encontros nos bairros da cidade para discutirmos juntos essa questão.

É urgente termos policiamento nas ruas e em pontos estratégicos. Isso requer planejamento. Com a chegada do coronel Paulo Henrique e do coronel Pacheco nas chefias do Estado Maior espero que a Policia Militar dê um basta aos atos de violência que estamos sofrendo.

Ambos possuem uma relação muito estreita com Niterói e, inclusive, já comandaram o 12° BPM. Sabem de perto os problemas da cidade. Estive com eles durante a última semana e estou muito confiante.

A situação da cidade é grave e necessita de medidas urgentes, efetivas e definitivas. A mobilização que vemos nas ruas em sinal de luto e protesto por mais segurança é o pedido da população para algo que seja concreto, uma resposta imediata. A cidade quer soluções.

É preciso pensar juntos na segurança

Hoje acontece uma nova reunião para discutirmos a segurança no Pé Pequeno, às 19h, no Centrinho, com a presença do comandante do 12º BPM, tenente coronel André Luiz Belloni, e outras autoridades.

Esse encontro é importante para aproximar a população da polícia a fim de estabelecer uma parceria em busca do melhor para a cidade.

No breve contato que tive com o governador Sergio Cabral no lançamento do cadastramento biométrico, no fim do mês passado, no Caio Martins, falei sobre a minha preocupação com a questão da segurança em Niterói. Como morador, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa.

Tudo o que conquistamos foi sempre através da mobilização e reivindicação. Foi assim com o policiamento comunitário, uma conquista dos niteroienses na década passada, que surgiu a partir do Movimento Niterói com Segurança, que iniciei aos 21 anos. Quando a população se une para dizer o que precisa, as coisas acontecem de fato.

Encontros como o que vamos ter hoje à noite são formas de promover a interlocução entre o poder público e a população. Sempre acreditei que devemos pensar juntos na segurança, para que os moradores possam dizer o que está faltando e o que pode ser melhorado. A sua participação é muito importante!

O Centrinho fica na Rua Itaguaí, 173, no Pé Pequeno.

Mais segurança com a criação do Centro de Operações de Niterói

Em maio, Niterói recebeu o apoio de policiais do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que atuam aliados no combate à violência na cidade. As cabines de policiamento também foram reativadas e passaram a funcionar como ponto de referência para os moradores.

Desde que a onda de criminalidade na cidade começou, insisti em maior atenção e investimentos em segurança pública. E sei que não chegamos ainda a um ideal de segurança, mas esse é apenas o começo para que Niterói volte a ser uma cidade segura.

Minha proposta, como prefeito, é implantar novas câmeras de segurança nas principais vias e corredores da cidade, ligadas ao Centro de Operações de Niterói, que pretendo criar, a exemplo do que funciona na cidade do Rio de Janeiro, com todo o sistema de monitoramento de câmeras, bases da PM, Guarda Municipal e SAMU, todos trabalhando de forma integrada.

Antes mesmo de entrar para a política eu já promovia o debate sobre o tema. Aos 21 anos, decidi dar início ao Movimento Niterói Com Segurança, que mobilizou a população no fim da década de 90 para cobrar melhorias para a segurança pública em nossa cidade. Uma de nossas importantes vitórias foi trazer o policiamento comunitário para Niterói.

Tudo o que conquistamos foi sempre através da mobilização e reivindicação. Quando a população se une para dizer o que precisa, as coisas acontecem de fato. Por isso, considero importante ouvir de cada cidadão os problemas que precisam ser enfrentados. Como morador de Niterói, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa. A segurança depende de cada um de nós!

Entrevista de Beltrame ao Roda Viva

Na segunda, assisti à entrevista do secretário de Estado de Segurança José Mariano Beltrame ao programa Roda Viva da TV Cultura, mas que passa simultaneamente na TV Brasil. Beltrame falou sobre a repressão ao tráfico no Rio de Janeiro, ocupação da favela da Rocinha, corrupção na polícia, instalação das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) e segurança durante a Copa do Mundo.

O secretário não se esquivou das perguntas e afirmou que ainda há muita coisa a ser feita em termos de segurança pública do Rio de Janeiro. O trabalho está apenas no começo. O objetivo central está em recuperar décadas de domínio do tráfico em comunidades. Quando as Unidades de Polícia Pacificadora foram idealizadas, a meta era retomar os territórios e incluir os cidadãos ao funcionamento do Estado, rompendo definitivamente com antiga metodologia das operações policiais que apenas enxugavam gelo.

Junto com a proposta das UPPs está uma nova lógica da interação da Polícia com a sociedade. Os novos treinamentos oferecidos aos policiais procuram fazê-los entender qual o seu papel na sociedade: um prestador de serviço público. Aos poucos, espera-se mudar a cultura do combate arraigada na corporação desde a ditadura militar.

Os resultados animadores obtidos no último ano são decorrentes do planejamento iniciado em 2007. Segundo Beltrame, dois motivos contribuíram para o novo cenário: a vontade política do governador Sérgio Cabral ao dar prioridade ao tema e a gestão despolitizada da segurança pública. Isso facilitou o seu trabalho que é baseado em estatística, diagnóstico e planejamento.

A nova política de segurança provou que o crime organizado é mais frágil do que parece. As investigações mostram que os criminosos atuam de forma dispersa, voltados para si dentro de seus territórios. A partir do momento em que a Polícia ocupa seu posto, os criminosos perdem a sua força. E ainda que haja fuga, esses bandidos perdem a rede de proteção que a antiga comunidade oferecia e se tornam vulneráveis diante da Polícia e de outros traficantes.

Uma coisa é certa: enquanto houver demanda, haverá droga. O consumo de drogas não é exclusivo do Brasil e isso talvez seja mais difícil de combater. Mas o mais importante é tirar o caráter violento dos traficantes. Não é mais possível que um pequeno grupo de pessoas ponha em pânico milhares de pessoas.

A entrevista foi muito boa. O secretário Beltrame ofereceu dados e falou também sobre legalização das drogas, união das polícias civil e militar e as milícias. Recomendo.

Aumenta o consumo de crack no país

Uma pesquisa inédita revela dados alarmantes sobre o consumo de crack no Brasil. 98% das cidades brasileiras admitem que a droga já está presente, segundo o estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O levantamento abrangeu 71% das prefeituras do país, que foram questionadas sobre a presença ou não das drogas e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao controle do uso.

Em julho deste ano apresentei o projeto de lei nº 120/2010, que sugere a instalação, em Niterói, de um programa de prevenção e orientação contra o uso de entorpecentes.

É esta a realidade que a pesquisa apontou. Mais de 91% não possuem programa municipal de combate ao crack e nenhum tipo de auxílio dos governos federal e estadual para desenvolver ações.

Esta situação exige integração de políticas federais, estaduais e municipais. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, denunciou o não repasse dos recursos federais do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, lançado em maio. Segundo ele, a verba de R$ 482 milhões prevista programa ainda não foi liberada.