Sérgio Cabral apoia recuperação do Aldeia de Arcozelo

Novamente venho escrever sobre o Centro Cultural Aldeia de Arcozelo, patrimônio de Paty de Alferes. Semana passada, estive visitando a cidade junto com o governador Sérgio Cabral e durante esta passagem anunciou seu interesse em investir na recuperação do Aldeia de Arcozelo. Enfim, este projeto pelo qual tanto venho lutando, tem agora grandes chances de sair do papel.

A Aldeira do Arcozelo foi criada por Paschoal Carlos Magno, grande militante cultural que dedicou sua vida a levar a arte para o interior fluminense. Com sua morte, o Centro Cultural passou a ser administrado pela FUNARTE (Fundação Nacional de Arte), do Ministério da Cultura, mas, hoje, encontra-se em estado de total abandono.

Paschoal ergueu o Teatro Renato Vianna, além de duas galerias de arte, biblioteca, restaurante, bar e uma área de hospedagem para participantes de eventos realizados no local. Não podemos permitir que tamanha beleza e potencialidade simplesmente desapareçam.

No momento, a secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes, negocia com o Ministério da Cultura a assinatura de um protocolo de intenções visando formalizar uma parceria entre Governo do Estado e o MinC em benefício do Aldeia de Arcozelo. Com o apoio do MinC e do Governo Cabral, sei que conseguiremos rever este quadro.

É fundamental a preservação deste espaço. A população de Paty e da região Médio Paraíba merece ter acesso à cultura e ao conhecimento. O meu empenho é certo. Estamos juntos nessa luta!

Caio Martins: governo quer ideias para revitalizar e modernizar o complexo esportivo

Hoje tivemos uma reunião bem interessante no Palácio Guanabara. O governador reuniu o prefeito de Niterói, vereadores, deputados e secretários de Estado. Sua intenção era ouvir os representantes da cidade de Niterói sobre o que pensavam a respeito do estado atual do Caio Martins e o que pensavam sobre o seu futuro. O encontro fluiu de forma muito positiva.

O complexo do Caio Martins está há décadas sem passar por obras de modernização. Além disso, com a evolução das regulamentações esportivas, há muito seus equipamentos não podem mais ser utilizados para competições profissionais: nem o estádio, nem o ginásio nem o parque aquático.

A enorme área ocupada pelo complexo acabou se tornando bastante subutilizada. O entorno do estádio tornou-se inclusive uma região insegura. O mercado imobiliário, que está ocupando todos os espaços disponíveis no Jardim Icaraí, já demonstrou interesse no local. No entanto, é impossível imaginar aquela área sem a presença de espaços públicos de convivência e de prática esportiva.

É preciso fazer a drenagem dos dois rios que passam embaixo do estádio, para resolver o problema das enchentes que afetam a região chuva após chuva. É preciso fazer a abertura de vias para ajudar a desafogar o trânsito. É preciso, mais que tudo, que aquele espaço volte a dialogar com o bairro e com a cidade no qual está inserido.

O governador posicionou-se de forma correta. Primeiro esclareceu que não tem nenhum projeto para o complexo esportivo – possui apenas a ideia de revitalizar o local e quer, para isso, contar com a participação da população. Afirmou também que o Estado não tem todos os recursos necessários para a intervenção e que vai precisar do apoio da iniciativa privada. Em seguida, ouviu os presentes. Ao fim da reunião, o desenho ficou assim:

O Estado irá lançar um edital público para que a iniciativa privada apresente projetos para revitalização da área, nos moldes do que foi realizado com a revitalização da zona portuária carioca;

  • Ficou estabelecido que não será aceito nenhum projeto que inclua a construção de novos apartamentos;
  • Os projetos deverão incluir a construção de arena multiuso, restaurantes, vagas de estacionamento e todos os itens requisitados para os complexos esportivos modernos do mundo.

Nesta terça-feira dia 03/05, a Câmara de Niterói fará uma audiência pública para tratar do assunto, com início às 20h. Eu estarei lá, junto com meus colegas Régis Fichtner, chefe da Casa Civil, e Márcia Lins, secretária de Esportes, que falarão em nome do governador. Espero encontrar vocês também para que todos possamos colocar nossas opiniões, favoráveis e contrárias, para definir o melhor destino para aquele local.

À Deriva

 

Foto: Sérgio Luiz/internetUtilizar as barcas como opção de transporte é sinônimo de transtorno. Esses dias um usuário comentou comigo que chegou às 18h20 no terminal da Praça XV com a intenção de ir rápido a Niterói para um compromisso. Na teoria, ele deveria embarcar às 18h30 e concluir a viagem em 20 minutos. Pelo menos, isso foi o esperado. Mas, na prática, a pessoa em questão, que não é de Niterói, só conseguiu embarcar no horário de 19h e reclamou com razão.

Neste horário, filas imensas de usuários aguardam somente a entrada no hall do terminal. Não por acaso, a mesma situação se repete na parte da manhã no terminal de Araribóia em Niterói. Infelizmente, este usuário teve uma amostra nada agradável daqueles que dependem das barcas para trabalhar ou estudar todos os dias. Péssimo cartão de visitas para cidade inclusive.

O transporte por barcas é a melhor alternativa para quem precisa transitar entre o Rio e Niterói. Mas as melhorias oferecidas pelas Barcas SA nos últimos anos não acompanharam na mesma velocidade o crescimento da demanda. E a concessionária não parece estar com pressa de resolver um problema que a envolve diretamente. Até mesmo o próprio Sérgio Cabral falou na semana passada sobre a dificuldade de negociação com a empresa. A diretoria não consegue decidir se vale a pena reduzir o custo da passagem em troca de duas barcas e um terminal da Transtur a ser cedido pelo Estado.

Falando nisso, o governador já deu aval para que as Secretarias de Transporte e de Desenvolvimento Regional levem adiante a construção do Porto Praia da Beira em São Gonçalo, que prevê um terminal de passageiros para transporte intermunicipal. O objetivo é que esteja concluído até 2014. A divisão das viagens com destino a São Gonçalo e Niterói vai ajudar a melhorar as condições de viagem dos usuários, reduzir a dependência da ponte e contribuir para o desenvolvimento de toda a região.