A Saúde avança no estado

O jornal O DIA publicou, no dia 18/07/2015, um artigo que eu escrevi . Gostaria de compartilhar com vocês que acompanham meu blog.

São 20 mil atendimentos, todo dia, nas UPAs e emergências. Como estaria a população sem esse atendimento?

Rio – Sou movido a desafios. Estamos trabalhando para implementar programa de gestão eficiente nas unidades da rede estadual de Saúde. Fácil? Claro que não. E é isso que me faz ter a certeza de que estamos no caminho certo e trabalhando em todas as frentes para dar o melhor atendimento à população, manter as Emergências funcionando 24 horas por dia.

A crise financeira está aí e não é um problema exclusivo do nosso estado. Temos enfrentado esse momento difícil da economia, municípios vêm fechando suas unidades, e há, por isso, de fato, sobrecarga. Mas é isso o que quero: mesmo assim, todos os pacientes são atendidos. E é assim meu gabinete, sempre de portas abertas. Respeito e sempre serei parceiro do Cremerj e de toda entidade de classe que lutar por uma Saúde melhor.

Tenho muito orgulho do trabalho que vem sendo feito e conseguindo, mesmo com dificuldades, avançar. As 58 UPAs acabam de registrar mais um recorde, com 29 milhões de atendimentos, 24 milhões de exames realizados, 1,2 milhão de atendimentos odontológicos e 191 milhões de medicamentos distribuídos à população. Em 2007, antes das UPAs, os hospitais de emergência faziam, juntos, cerca de 2,5 mil atendimentos por dia. Atualmente, graças ao aumento da nossa capacidade, são realizados cerca de 20 mil atendimentos, diariamente, nas UPAs e emergências hospitalares. Sempre pergunto: como estaria a população sem esse atendimento?

Mesmo com o cenário nacional, não paramos serviços nem fechamos unidades. Inauguramos, só neste ano, três Clínicas da Família, com capacidade para fazer 36 mil atendimentos por mês.

Com os avanços que vêm sendo solidificado nos últimos anos, o Rio passou a ocupar o segundo lugar do país no ranking na doação de órgãos; os serviços móveis de imagem (com tomografia, ressonância e mamografia) ajudam os municípios a economizar mais de R$ 42 milhões. Acabamos de expandir o número de leitos de UTI, credenciando 250 leitos, além do Reuni, que foi o pontapé inicial para a integração de serviços estaduais, federais e municipais, ampliando o acesso da população à saúde pública.

http://odia.ig.com.br/noticia/opiniao/2015-07-18/felipe-peixoto-a-saude-avanca-no-estado.html

Minha primeira semana na Secretaria de Estado de Saúde

Minha primeira semana à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), não poderia ter sido diferente, claro, senão de muito trabalho. O que não é novidade! Quem me conhece sabe que não consigo ficar parado. Tenho um grande desafio nas mãos – que é administrar e cuidar da saúde do nosso estado – e há muito a ser feito.

Tão logo assumi a SES, no último dia 5, realizei uma série de visitas a hospitais e UPAs de inúmeras cidades do estado. Só no Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), no Fonseca, estive três vezes. Além de outras duas visitas que fiz ao Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Colubandê, em São Gonçalo.

Visitei ainda os Hospitais Estaduais Prefeito João Batista Caffaro, em Manilha; Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias; Ary Parreiras, em Niterói; Carlos Chagas, em Marechal Hermes; Albert Schweitzer, em Realengo; Getúlio Vargas, na Penha Circular; e Rocha Faria, em Campo Grande. E além do Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazaré, em Saquarema; do Hospital Regional Célio Alves Faria, de Barra de São João; e do Hospital Regional de Araruama; estive nas UPAs de Campo Grande, Piabetá, Cabuçu, Manilha, Fonseca, Penha e São Pedro da Aldeia.

Na quinta-feira, dia 07, fui a Brasília junto com o governador Pezão, o prefeito Eduardo Paes, e o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, para um encontro com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, para tratarmos da Central Única de Regulação, com a proposta de integrar as unidades federais, estaduais e municipais, para aprimorar a qualidade do atendimento médico à população.

A medida vai criar uma central unificada para, por exemplo, agilizar informações sobre o atendimento e as vagas disponíveis. O órgão será constituído por técnicos estaduais, municipais e federais, sob a coordenação da SES. Uma iniciativa que será fundamental para avançarmos no sistema público de Saúde do Estado.