Minha eterna gratidão

Há quase meio século, em momentos de profunda crise política e ideológica vivida por nosso país, dona Lúcia Gonçalves e marido Dalton, dois grandes educadores, foram irreverentes contra o poder hegemônico da época, semeando com ousadia e muita determinação um diferencial no segmento da educação: a querida Aldeia Curumim. No último dia 14, dona Lúcia nos deixou fisicamente, indo provavelmente se juntar ao seu Dalton que partiu primeiro…

Com toda a sua sabedoria, dona Lúcia nos deixa um rico legado de coragem, inovação e determinação. Sem dúvida, seu projeto uniu muitas vidas e uma família inteira a outras tantas famílias e vidas, todos juntos enraizados para alimentar o sonho de tantas crianças que buscavam ser únicos, saboreando conhecimentos com liberdade, responsabilidade e alegria, alinhados ao convívio da natureza que se fez viva dentro de cada um.

Dona Lúcia incentivava que se olhasse fundo nos olhos dos alunos, percebendo cada alma para se conhecer os seus sonhos e suas necessidades, desvelando suas grandes potencialidades em um clima humanitário de muita solidariedade. Uma prática educativa ancorada em estudiosos do ser humano, como Maria Montessori, Jean Piaget e Paulo Freire. Como uma grande árvore, a Aldeia foi acolhendo amorosamente muitos corações ávidos de escuta e partilhas sinceras, como o meu.

Na Aldeia, aprendemos a viver na integralidade, a ser cidadãos éticos e sensíveis, a agirmos de forma política e participativa, respeitando cada um em sua diferença. Éramos alertados para isso o tempo todo, até mesmo nas pequenas caminhadas, quando nos convidavam a observar atentamente a fila de formigas trabalhadeiras em sua longa trajetória. Muito bom aprender assim, tendo responsabilidades com tudo ao nosso redor e entendendo o real sentido da própria vida. À dona Lúcia, vencedora no seu projeto de vida, a minha eterna gratidão.

O documentário Blood Money: vamos promover uma marcha pela vida!

De 15 a 21/11 fica em cartaz no Espaço Itaú de Cinema, na Praia de Botafogo, o documentário Blood Money – Aborto Legalizado. A produção norte-americana denuncia e faz uma dura crítica à indústria abortiva do país. Há, mais ou menos, uma semana estive na pré-estreia do filme e foi impossível não se emocionar.

O filme ficará em cartaz se, especialmente, nesse primeiro final de semana da estreia as pessoas forem ao cinema. É muito importante que aconteça a marcha pela vida aos cinemas, para mostrar a importância de se debater o tema e que a sociedade está abraçando essa causa.

Eu defendo a vida. Em 2011, aprovamos a Lei que institui o Dia do Nascituro, comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro. Sendo de responsabilidade das autoridades, promover palestras, debates e seminários que tenham por objetivo a luta pelo direito à vida, em especial aos nascituros. Em 20 de novembro de 1959, foi realizada a Assembleia Geral das Nações Unidas, que adotou a “Declaração dos Direitos da Criança”.

Existe hoje, no Brasil, uma articulação pró-aborto muito forte, ainda que cerca de 80% da população rejeite completamente essa legalização. O corpo que está no ventre da mulher é um ser com vida e já possui o direito de ser respeitado na sua integridade. Possui dignidade como qualquer pessoa. Precisamos instituir a reflexão e a conscientização sobre o direito à vida.

É muito importante o apoio de todos para que o documentário Blood Money se torne referência e até mesmo possa ser usado como base de estudo. O filme pode ser visto na sala 3 do Espaço Itaú de Cinema, diariamente, às 15h30, 17h, 18h30 e 20h. Convidem amigos, familiares. Vamos fazer uma marcha pela vida rumo ao cinema!